
O Ministério da Agricultura e Pecuária aprovou o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) para a cultura do feijão comum (Phaseolus vulgaris L.) no estado do Pará. A diretriz foi oficializada por meio da Portaria SPA/MAPA Nº 16 e é válida para o sistema de cultivo de sequeiro no ano-safra 2026/2027.
Sendo o Brasil o maior produtor e consumidor mundial de feijão, a leguminosa representa a principal fonte de proteína na dieta da população brasileira. O ZARC tem como objetivo identificar as regiões e os municípios paraenses aptos ao cultivo, minimizando as chances de perdas nas lavouras. O estudo avalia os períodos de semeadura com base em três níveis de risco climático: 20%, 30% e 40%.
Restrições e cuidados com o solo
A portaria destaca que falhas de manejo, desde a fertilidade do solo até a escolha inadequada de cultivares, podem gerar perdas graves na produtividade. Por isso, o documento é claro sobre as áreas que não são indicadas para o cultivo do feijão no estado:
- Áreas de preservação permanente, conforme estipula a Lei 12.651, de 25 de maio de 2012.
- Áreas que possuam solos com profundidade inferior a 60 cm.
- Terrenos muito pedregosos, definidos como aqueles em que calhaus e matacões ocupem mais de 15% da massa ou da superfície.
- Áreas que descumpram a Legislação Ambiental vigente ou as determinações do Zoneamento Ecológico Econômico (ZEE) estadual.
Como o produtor pode consultar
Os agricultores do Pará podem verificar as datas de plantio e a aptidão de seus municípios de forma totalmente digital. O Ministério disponibiliza as informações por meio do Sistema de Zoneamento Agrícola de Risco Climático (SISZARC). Além disso, a relação dos municípios e os períodos indicados podem ser consultados diretamente na palma da mão pelo aplicativo “Plantio Certo”, que está disponível gratuitamente para os sistemas operacionais iOS e Android.
